Sabe aqueles dias em que você está mauzão, triste, cabisbaixo, e nem sabe o motivo?´
É tão ruim né?!
Tem dias que você sofre com aquele sorrizão na cara, mas tem dias que não consegue vestir essa máscara... E o pior é estar sozinho pra enfrentar tudo. Aí você fica pensando, tentando imaginar como seria bom ter alguém ali, do teu lado, te apoiando, te abraçando, tentando te consolar e dizendo que tudo irá melhorar.
E, do nada, recebe uma ligação, alguém sentiu que você não estava bem e resolveu ligar só pra saber como você está. Você diz que está tudo bem, pra não ficar explicando coisas que não têm muita explicação. Aí a pessoa parece que sente e diz que tudo vai ficar bem, sabes que pode contar comigo...
Isso é tão maravilhoso, principalmente quando vem de alguém tão inesperado.
Até melhora seu humor e faz você deixar aquele chocolate lá na prateleira e sair pra caminhar.
Tem momentos na vida em que precisamos deixar as tristezas fluírem. Elas precisam sair de nosso corpo e ir dar uma caminhada por aí, pra ver se se perdem.
Não adianta ficar tentando guardar esses sentimentos ruins só pra parecer forte. Tem que mais é deixar transparecer, chorar e berrar, se for necessário. Se guardarmos essas coisas ruins dentro de nós e apenas para nós, nossa alma ficará adoecida, e no fim acabaremos nos tornando pessoas amargas, sem vida.
É mais fácil se permitir e deixar fluir tudo que há dentro de você. Não deixar pra sofrer mais tarde, sentir mais tarde... Isso não resolve nada.
Sinta hoje, faça agora, ame agora, chore agora. Não deixe pra depois. Sentimentos, que precisam ser externalizados, quando são guardados em seus esconderijos, se tornam prejudiciais ao sujeito que os carrega.
É bom sentir, por mais ruim que esse sentimento seja, mas isso faz com que você relembre todos os dias que está vivo. E só você pode fazer isso por você mesmo.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
ESCOLHAS
Talvez eu tenha feito escolhas erradas, Talvez não.
Estive pensando sobre todas as minhas escolhas de vida... é tão difícil acreditar no que me tornei...
Não sou a pessoa que deslumbrava que seria. Quando eu era criança desenhei minha linha do tempo, pensava que hoje estaria em um lugar, quando na verdade estou não apenas atrasada em meus planos, mas como tomei rumos diferentes do que eu pensava que tomaria.
Não sou a essência que pensei que seria.
Não tenho a personalidade que pensei que teria.
Não guardo os sentimentos como pensei que guardaria.
E, não amo como pensei que amaria.
Minhas escolhas de vida fizeram com que eu tomasse rumos diferentes em meu destino. Pequenas escolhas que mudaram tudo. E agora sou tudo que eu não queria ser.
Não tenho como fugir, ou fingir não viver. A vida tem sido mais dura do que se demonstrava que seria. Era tão fácil escolher o lápis que eu usaria para pintar o desenho, mas agora meus movimentos de escolhas são outros, e fico tão indecisa quanto ficava naquela época.
A diferença, é que agora minhas escolhas não afetam só a mim, ou ao desenho, afetam meu futuro, o futuro de minha família, mas principalmente o futuro de quem serei.
Não vejo uma pessoa tão boa no futuro, sou demais agora, e apenas levo tamancadas da vida.
Faço escolhas erradas, escolho amigos errados, caminhos errados e não aproveito tudo que deveria. Hoje sou quem não queria ser. TUDO fruto de minhas escolhas
Estive pensando sobre todas as minhas escolhas de vida... é tão difícil acreditar no que me tornei...
Não sou a pessoa que deslumbrava que seria. Quando eu era criança desenhei minha linha do tempo, pensava que hoje estaria em um lugar, quando na verdade estou não apenas atrasada em meus planos, mas como tomei rumos diferentes do que eu pensava que tomaria.
Não sou a essência que pensei que seria.
Não tenho a personalidade que pensei que teria.
Não guardo os sentimentos como pensei que guardaria.
E, não amo como pensei que amaria.
Minhas escolhas de vida fizeram com que eu tomasse rumos diferentes em meu destino. Pequenas escolhas que mudaram tudo. E agora sou tudo que eu não queria ser.
Não tenho como fugir, ou fingir não viver. A vida tem sido mais dura do que se demonstrava que seria. Era tão fácil escolher o lápis que eu usaria para pintar o desenho, mas agora meus movimentos de escolhas são outros, e fico tão indecisa quanto ficava naquela época.
A diferença, é que agora minhas escolhas não afetam só a mim, ou ao desenho, afetam meu futuro, o futuro de minha família, mas principalmente o futuro de quem serei.
Não vejo uma pessoa tão boa no futuro, sou demais agora, e apenas levo tamancadas da vida.
Faço escolhas erradas, escolho amigos errados, caminhos errados e não aproveito tudo que deveria. Hoje sou quem não queria ser. TUDO fruto de minhas escolhas
Por ora é isso
Por vezes precisamos nos livrar do que nos faz mal. Para mim escrever funciona, me deixa mais calma, me acalma a alma (mesmo que não seja tão boa nisso).
Hoje, sinto que preciso mudar, mudar de ares, mudar alguns amigos, revigorar as amizades que valem apena, e que se conta nos dedos. Amar mais os animais, amar mais o meu amor. Cuidar mais dos meus pais, dos meus irmãos, da minha família.
Por vezes precisamos é mudar de ares, mudar de cidade, mudar de faculdade, mudar de curso, mudar O curso, mudar a vida.
Por vezes precisamos respirar mais ar puro, sentir mais o vento batendo no rosto, sentir a água cair sobre o corpo, sentir o pé gelando no úmido da grama, ou a sensação que se sente em pisar na terra quente.
Por vezes precisamos nos trancar dentro de nós mesmos para pensar, refletir, sentir...
Por vezes precisamos extrapolar, sair, curtir, bailar, aproveitar como se não houvesse amanhã, pois não se sabe se há.
Por vezes precisamos abraçar ou chorar, ou gritar, ou correr, ou deitar, rolar, espernear, gritar novamente, xingar, reclamar.
Pois nem sempre a vida é tão delicada conosco quanto pensaríamos que ela seria... muito pelo contrário, tem dias que dá vontade de sumir, de viver um apocalipse zumbi, mas não ter que levantar da cama pra vivenciar a vida medíocre e conviver com mentes que se acham superiores às demais.
Dá vontade de subir a montanha, se jogar de uma cascata e depois deitar na grama...
Mas não o fazemos, deixamos que essa rotina massacrante nos leve, nos empurre com sua ironia para o calabouço da tristeza, fazendo-nos diminuídos frente aos outros.
O mundo gira tanto, as voltas são tão oscilatórias que hoje estou aqui, rica e poderosa (só que não) e amanhã estarei ali, apenas com uma bicicleta de pneus furados.
Mas o que farei nessa circunstância? Jogarei a culpa nos outros, cuspirei na cara deles e depois sairei como diva? muitos fazem assim, mas cabe a mim decidir se quero ser doce com todos e só levar pontapés como agradecimento; ou se desejo ser ignorante, prepotente e grossa e possuir o glamour de ter apenas amigos falsos que o são para apenas não serem meus inimigos...
Mas independente das escolhas as coisas não ocorrem tão bem assim, sempre há decepções, independentes das lentes que você usar pra enxergar a vida! Mas continue crente, talvez um dia você crie coragem e faça tudo que está em sua mente!!
...
Um dia desses, andando por uma rua próxima ao centro da cidade (muito movimentada, por sinal), avisto à frente um bolor de gente e de carros, e os bombeiros tentando passar para chegar ao local do acidente.
Continuo andando, cada vez mais me aproximando do local do acidente (não podia voltar, eu precisava ir para casa, e para tanto precisava passar por aquele local), quando cheguei perto do acontecimento estagnei. Uma pessoa havia sido atropelada por um motociclista enquanto atravessava a faixa de pedestres do sinal.
Não sei as circunstâncias em que o acidente ocorreu, mas foi terrível ver aquela pessoa estirada em um lugar que considero tão seguro. Pois há o semáforo e a faixa de segurança, que deveriam nos proporcionar essa tal "segurança".
Bem, além do absurdo de alguém ser atropelado enquanto atravessava a faixa de segurança, durante o "socorro" haviam: 2 pessoas estiradas no chão, e parecia que apresentavam fraturas um tanto graves; o trânsito estava muito congestionado e ninguém estava respeitando o ocorrido e os carros estavam passando praticamente por cima dos acidentados; havia uma ambulância dos bombeiros e apenas dois socorristas.
O que aconteceu? um trabalhador de um posto de combustíveis próximo ao local foi tentar organizar o trânsito, pois não havia policiamento, nem guardas, nem sinalização, nem nada; o pessoal que estava passando pelo local precisou ajudar os socorristas do corpo de bombeiros a socorrer os acidentados, mesmo sem ter nenhum preparo a priori para fazê-lo; o SAMU chegou meia hora depois para prestar auxílio ao corpo de bombeiros.
Foi um processo bem colaborativo da população, que, se diz de passagem, um tanto leiga nessas questões (por não serem preparados para auxiliar em um socorro desse tipo, e até mesmo para organizar o trânsito).
Bem, após recolherem os acidentados o SAMU e o corpo de bombeiros seguiram para o hospital.
Eu travei, fiquei lá, abismada, pois passei muitas vezes naquele local, sempre tomando muito cuidado, mas me sentia segura, pois atravessava no sinal fechado para carros e aberto para pedestres.
Fiquei um tempo ali refletindo e então uma viatura da polícia aparece, uns quinze minutos depois que tudo acabou. O policial parou o carro (detalhe, bem onde o corpo do motociclista estava estirado um pouco antes), desceu, me olhou e perguntou: - "você sabe me dizer onde aconteceu um acidente, moça?".... Respondi com toda delicadeza: -"aí mesmo moço, bem onde seu carro está estacionado"
Resumindo... veja só: haviam dois socorristas em cada ambulância, ambos precisaram do auxílio da população ao redor para conseguir socorrer os acidentados. A polícia chegou depois que tudo já havia acabado, portanto não resolveu nada, nem pra ajudar organizar o trânsito... tem um pequeno detalhe nessa história... há um posto de polícia há 50 metros do local onde o acidente ocorreu, e não apareceu ninguém para ajudar; o desrespeito dos motoristas no trânsito, tanto ao não respeitarem a sinalização de transito, faixa de segurança, semáforo, quanto os seres humanos.
Cada dia me surpreendo mais com essa vida corrida que se leva, em que passar por cima dos outros é base para subir na vida, mas as vezes, no percurso, ocorrem acidentes que nos fazem retroceder muitos quilômetros que já havíamos andado. Tomemos mais cuidados, com nós mesmos, e com os outros. Andemos mais devagar, sintamos mais compaixão, cuidemos mais dos sentimentos do próximo.
Continuo andando, cada vez mais me aproximando do local do acidente (não podia voltar, eu precisava ir para casa, e para tanto precisava passar por aquele local), quando cheguei perto do acontecimento estagnei. Uma pessoa havia sido atropelada por um motociclista enquanto atravessava a faixa de pedestres do sinal.
Não sei as circunstâncias em que o acidente ocorreu, mas foi terrível ver aquela pessoa estirada em um lugar que considero tão seguro. Pois há o semáforo e a faixa de segurança, que deveriam nos proporcionar essa tal "segurança".
Bem, além do absurdo de alguém ser atropelado enquanto atravessava a faixa de segurança, durante o "socorro" haviam: 2 pessoas estiradas no chão, e parecia que apresentavam fraturas um tanto graves; o trânsito estava muito congestionado e ninguém estava respeitando o ocorrido e os carros estavam passando praticamente por cima dos acidentados; havia uma ambulância dos bombeiros e apenas dois socorristas.
O que aconteceu? um trabalhador de um posto de combustíveis próximo ao local foi tentar organizar o trânsito, pois não havia policiamento, nem guardas, nem sinalização, nem nada; o pessoal que estava passando pelo local precisou ajudar os socorristas do corpo de bombeiros a socorrer os acidentados, mesmo sem ter nenhum preparo a priori para fazê-lo; o SAMU chegou meia hora depois para prestar auxílio ao corpo de bombeiros.
Foi um processo bem colaborativo da população, que, se diz de passagem, um tanto leiga nessas questões (por não serem preparados para auxiliar em um socorro desse tipo, e até mesmo para organizar o trânsito).
Bem, após recolherem os acidentados o SAMU e o corpo de bombeiros seguiram para o hospital.
Eu travei, fiquei lá, abismada, pois passei muitas vezes naquele local, sempre tomando muito cuidado, mas me sentia segura, pois atravessava no sinal fechado para carros e aberto para pedestres.
Fiquei um tempo ali refletindo e então uma viatura da polícia aparece, uns quinze minutos depois que tudo acabou. O policial parou o carro (detalhe, bem onde o corpo do motociclista estava estirado um pouco antes), desceu, me olhou e perguntou: - "você sabe me dizer onde aconteceu um acidente, moça?".... Respondi com toda delicadeza: -"aí mesmo moço, bem onde seu carro está estacionado"
Resumindo... veja só: haviam dois socorristas em cada ambulância, ambos precisaram do auxílio da população ao redor para conseguir socorrer os acidentados. A polícia chegou depois que tudo já havia acabado, portanto não resolveu nada, nem pra ajudar organizar o trânsito... tem um pequeno detalhe nessa história... há um posto de polícia há 50 metros do local onde o acidente ocorreu, e não apareceu ninguém para ajudar; o desrespeito dos motoristas no trânsito, tanto ao não respeitarem a sinalização de transito, faixa de segurança, semáforo, quanto os seres humanos.
Cada dia me surpreendo mais com essa vida corrida que se leva, em que passar por cima dos outros é base para subir na vida, mas as vezes, no percurso, ocorrem acidentes que nos fazem retroceder muitos quilômetros que já havíamos andado. Tomemos mais cuidados, com nós mesmos, e com os outros. Andemos mais devagar, sintamos mais compaixão, cuidemos mais dos sentimentos do próximo.
sábado, 14 de março de 2015
:)
Bom, como a descrição do Blogger já diz, vi aqui pra falar de tudo um pouco, e não só pra reclamar como tenho feito ultimamente (risos).
Há 4 anos me mudei SM, a cidade que vivo por ter vindo estudar. Desde que me mudei não havia feito cortes no meu cabelo, apenas tirava as pontas, e eu fazia sozinha em casa, pra não gastar muito... Mas tem um tempo que venho reservando uma grana pra ir ao salão fazer uma coisa decente né. Então tomei vergonha na cara e criei coragem e fui. Bem, chegando lá, fui carinhosamente tratada pelas atendentes, que lavaram meu cabelo e fizeram uma massagem maravilhosa. Então, fui direcionada à máquina do abate: a cadeira onde cortam os cabelos... A cabeleireira pediu o que eu queria fazer e, é óbvio que eu não sabia... nem tinha pensado nisso... Então ela me deu umas revistas e foi tecendo alguns comentários sobre os cortes, até que decidi o tipo de corte... Aí veio a questão do tamanho... do nada me veio uma vontade de cortar curto, aí ela foi medindo e eu dizendo que podia mais um pouco, e mais um pouco, até que pensei 'pára, pois a mãe vai brigar comigo'.
Quando, enfim, decidi o comprimento que queria tirar ela disse que dava pra doar o cabelo para o apoio às crianças com câncer... Eu sabia do projeto, vi diversas pessoas que doaram, mas não tinha pensado que havia uma vontade e uma coragem interna que me faria fazer isso.
Enfim, ela fez o que deveria fazer pro cabelo ser de um tamanho que fosse aceito no projeto e terminou o corte, arrumando mesmo o corte do meu cabelo. Bem, na saída do salão ela me deu a mecha que foi tirada para ser doada.. quando cheguei em casa fui medir... 30 centímetros.... LEGAL.... eu não sabia que tinha tanto cabelo... Estou muito feliz com as minhas "vontades internas"... na próxima semana encaminho a mecha para o projeto.
Há 4 anos me mudei SM, a cidade que vivo por ter vindo estudar. Desde que me mudei não havia feito cortes no meu cabelo, apenas tirava as pontas, e eu fazia sozinha em casa, pra não gastar muito... Mas tem um tempo que venho reservando uma grana pra ir ao salão fazer uma coisa decente né. Então tomei vergonha na cara e criei coragem e fui. Bem, chegando lá, fui carinhosamente tratada pelas atendentes, que lavaram meu cabelo e fizeram uma massagem maravilhosa. Então, fui direcionada à máquina do abate: a cadeira onde cortam os cabelos... A cabeleireira pediu o que eu queria fazer e, é óbvio que eu não sabia... nem tinha pensado nisso... Então ela me deu umas revistas e foi tecendo alguns comentários sobre os cortes, até que decidi o tipo de corte... Aí veio a questão do tamanho... do nada me veio uma vontade de cortar curto, aí ela foi medindo e eu dizendo que podia mais um pouco, e mais um pouco, até que pensei 'pára, pois a mãe vai brigar comigo'.
Quando, enfim, decidi o comprimento que queria tirar ela disse que dava pra doar o cabelo para o apoio às crianças com câncer... Eu sabia do projeto, vi diversas pessoas que doaram, mas não tinha pensado que havia uma vontade e uma coragem interna que me faria fazer isso.
Enfim, ela fez o que deveria fazer pro cabelo ser de um tamanho que fosse aceito no projeto e terminou o corte, arrumando mesmo o corte do meu cabelo. Bem, na saída do salão ela me deu a mecha que foi tirada para ser doada.. quando cheguei em casa fui medir... 30 centímetros.... LEGAL.... eu não sabia que tinha tanto cabelo... Estou muito feliz com as minhas "vontades internas"... na próxima semana encaminho a mecha para o projeto.
Se você puder, tiver coragem, enfim, doe também. Tenha em mente que irá levar felicidade a alguém... Espero que dê certo que que o cabelo sirva...
quinta-feira, 12 de março de 2015
#SÓACHO
Encontro-me
cada vez mais indignada com as questões públicas dessa cidade. A educação é um
perrengue, nem precisa tecer muitos comentários. A segurança é a insegurança. E
a saúde, ahh, essa eu quero discutir. Desde que me mudei para Santa Maria tenho
necessitado muito de atendimento médico, anualmente tenho crises que me levam a
sofrer em prontos socorros que não me atendem. Melhor começarmos pelos postos
de saúde, que é aonde vamos antes de ir aos PA's, em alguns você precisa ir de
madrugada esperar em uma fila do c#$%¨&* para tentar conseguir uma ficha
para consultar se houver médico no posto naquele dia. Em outros postos você
precisa fazer o mesmo, com um diferencial, você sabe que não tem médico naquele
dia, é isso mesmo, não tem pq a política do posto é por agendamento, você
agenda em dois respectivos dias da semana pra que a consulta ocorra em outro
dia a ser marcado, ou seja, você precisa ficar doente no dia certo, ok? Bom,
como é difícil conseguir ficha e mais difícil ainda ficar doente no dia certo,
você espera até não aguentar mais para ir pra o PA, o que acontece lá? Em
primeiro lugar encontrar um PA que possa te atender, pois eles atendem alguns
casos, e se você não tem dinheiro para se locomover até um deles, ou não tem
ônibus no horário você se cura com banha porque não tem outra maneira. Bom
tendo dado um jeito de chegar a um PA que diz que pode te atender você espera
horas por atendimento, eu já esperei 8 horas apenas para passar pela triagem,
para ver se você deve ser atendida lá e qual é a sua real necessidade. Então,
se você pode ser atendido lá, vem a longa espera pelo atendimento do médico.
Digamos que você seja atendido e pode ir pra casa... ebaaa que legal,,,
parabéns, você é um sortudo... espero que o médico tenha acertado na receita
Mas,
como eu sou uma pessoa de muita sorte, eu sou atendida pela médica e ela me
manda pra salas de exames e posteriormente pra sala de medicamentos e, após,
para a sala de espera para aguardar o resultados dos exames. Depois de umas 5
horas de espera pelos exames, sou chamada por um médico diferente, que me dá
uma receita de um antibiótico qualquer para 14 dias. Certo, vamos para casa.
Chamamos um táxi, pois já eram 5 horas da manhã, e não tinha ônibus naquele
lugar, o que acontece? o táxi não veio... aí aparece do nada uma enfermeira
perguntando como estou, e eu digo que a dor diminuiu e que o Dr me mandou pra
casa... ela ficou histérica "você não pode ir pra casa, vem comigo vamos
consultar com a doutora".... lá vamos nós.... o que faz a doutora? me
interna... o que acontece comigo? me esqueceram em uma maca em um canto,,,, não
podia comer, nem beber nada, e não ganhei medicação, nem pra dor.... fiquei o
dia todo reclamando e ninguém fez nada,,,, achavam que teria que fazer
cirurgia,, mas só ficava nisso.... até que resolveram me transferir para outro
hospital, um hospital particular com ala para o SUS, lá fui muito bem atendida,
e realmente atendida, vi o que é ter um médico e enfermeiros que realmente se
importam e fazem as coisas funcionarem. O detalhe é que o médico que passou a
cuidar de mim disse que eu poderia ter morrido se meu problema não fosse
tratado naquele momento.
Hoje
a saga é do Victor, meu namorado, não conseguiu atendimento no posto quando
ainda estava bem.... e quando apresentou 38ºC de febre o posto já tinha fechado
(detalhe: às 15 horas da tarde), ridículo passar por essas coisas.... Tentamos
então médicos que atendem planos do ipê, pois ele possui convenio, consultas
disponíveis apenas para daqui a 3 dias.... vamos tentar o PA que atenda por
esse convênio agora..... Mas tudo isso é muito irritante, primeiro porque
pagamos taxas de impostos em tudo, mas esses impostos recolhidos não são
realocados para o bem da população... Segundo, os salários que nos pagam são
ridiculamente ofensivos, não dá nem para bancar uma alimentação saudável e
ainda temos que gastar pagando médicos.... sem contar que mesmo sendo atendidos
nos postos de saúde muitas vezes eles não possuem nem mesmo paracetamol para te
oferecer... eu me sinto muito ofendida com tudo isso.... estou cansada de tanto
descaso,,,, e isso não é de hoje, sempre foi assim... e não sou muito positiva
quanto ao futuro.
sei
que muitos moradores dessa cidade, e de outras também, já passaram por
situações parecidas... e isso denota as realidades do povo brasileiro.
Descaso e mais descaso
Uma bela manhã, num dia bem lindo desses de verão, estava indo para a faculdade como de costume. Avistei a fila gigantesca do posto de saúde da comunidade onde vivo. Nisso não há nada de novo, como o sistema é por agendamentos, segundas e quartas-feira as filas dão "voltas no quarteirão", pois todos estão esperando conseguir uma vaga para atendimento com o médico para os próximos dias.
Bom, parei de prestar atenção naquela fila e continuei a andar. Mas, em questão de segundos, ouvi um barulho, algo havia caído. Olhei em minha diagonal e havia uma senhora de idade caída no chão, gritando: "me ajudem, me ajudem, me quebrei"... Várias pessoas saíram da fila e correram para ajudá-la. Não posso confirmar como foi o atendimento médico à ela.
O que posso afirmar é o descaso dos setores da prefeitura com os locais de acesso público, e ao que me parece de sua responsabilidade. Como, a calçada de um posto de saúde é toda quebrada e esburacada? Como uma pessoa idosa pode se locomover com segurança por esses espaços? E uma pessoa com muleta? e um cadeirante?
O descaso com a população é cada vez mais assustador. São questões minimas que não são resolvidas. Essa senhora estava indo resolver um problema de saúde e acabou se machucando ainda mais. Como podemos permitir cisas como essas? Proibindo as pessoas, que pagaram e pagam impostos durante anos, a saírem de casa?
Sei que esse problema não será resolvido de imediato. mas esses descasos com a população devem ser denunciados.
Assinar:
Postagens (Atom)

